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terra de espíritos

histórias, crônicas e contos

Subterrâneos

Por: Antonio Mata.

Fora submetido a uma adaptação lenta e penosa. Ainda assim, a pequena equipe partiu rumo às profundidades. Com o organismo submetido a pressões e vibrações totalmente distintas. Os ouvidos se puseram a doer sem parar.

Na cabeça, primeiro, uma enorme pressão, depois uma espéc…

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Cheiro de flores

Por: Antonio Mata

Excepcionalmente estava em casa pela manhã. Não era feriado nem fim de semana, mas uma sexta-feira. Um aviso deu conta de que a escola se encontraria fechada para um reparo mais demorado na instalação elétrica. 

Por força do hábito, lá pelas seis já estava de pé. Como não ter…

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Somente saída

Por: Antonio Mata

Um ruído desagradável e persistente fez com que buscasse outra emissora de rádio. Muito embora o ruído continuasse. Pensou que fosse algo no veículo. Procurou sintonizar o rádio por mais algum tempo, mas sem sucesso.

Acabou desistindo e ficou mais atento à direção do veículo.…

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Encontro de titãs

Por: Antonio Mata

O lavrado estava a perder de vista, queimado demais. Florestas ardiam espontaneamente. Cidades foram transformadas em bolhas de calor. O mundo se fez mais quente.

Cá no recanto terceiro mundista, apenas se absorvia o resultado de medidas erradas, misturado com movimentos astr…

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A carteira vazia

Por: Antonio Mata.

Por volta das 18h retornava para casa. Deu um beijo nos dois filhos e foi até o quarto, no intuito de tomar um banho e se trocar. Foi recebido com um comentário recorrente, repetitivo.

— Essa carteira, porque você não guarda isso? Já perdi a conta de quantas vezes já pergunt…

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A árvore

Por: Antonio Mata.

Longe de assustar ou gerar preocupação, aquilo me trazia sentimentos efusivos de paz e alegria. Mesmo que não fizesse a menor ideia do que aquela experiência, tão inusitada, pudesse realmente significar. O que sei, é que os meus passos foram diminuindo, até o ponto de não poder…

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Os três patetas

Por: Antonio Mata

Quando abriu os olhos, viu formigas andando. Um galho a dois palmos do rosto impedia que enxergasse um pouco mais. O cheiro da terra úmida lhe enchia as narinas. No mais, as folhas ao vento e toda sorte de estalidos. 

No meio da mata, próximo ao rio e deitado no chão, de peit…

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A observadora tricolor

Por: Antonio Mata.

O vai e vem prosseguia, toda vez. Passos da sala para os quartos, da sala para a cozinha. Alguém que tossia, um quadro que caía, uma porta que rangia, um grito que ninguém ouvia. Mina permanecia por debaixo do sofá. Dali podia ver o acesso aos quartos e também à cozinha. 

"D…

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O gaiola chegou!

Por: Antonio Mata.

Quando deu a primeira hora da madrugada nem todos dormiam. O movimento já havia cessado. A rua silenciosa e toda molhada, brilhava no asfalto sob o efeito dos postes de iluminação. 

Um cão chafurdava ali perto.  Buscava alcançar um saco dentro de uma lixeira. Dessas fixadas …

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Reunião de velhos

Por: Antonio Mata

Aquele tipo de encontro, pela regularidade, quase diária, era uma reunião de aposentados. Já que exigia presença e disponibilidade. Às vezes em sucessivas manhãs, mas, comumente, à tarde. Momento de rever a turma da praça, do bar da esquina. 

— E aí, véi. Tá na hora, bora com…

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Confiado e convencido

Por: Antonio Mata.

Sabia que poderia fechar os olhos como quem dá um cochilo e isso não mudaria nada. As coisas continuariam acontecendo. O mar prosseguiria arrebentando suas ondas nas pedras. O rio desceria lentamente suas águas.

Quem quisesse pastar, o faria. Quem preferisse ciscar, o faria …

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Foi preciso voltar

Por: Antonio Mata.

Logo que chegou, próximo às dez horas, não tinha maior clareza quanto ao desejo repentino de se dirigir àquela cidade. Olhava do alto enquanto o avião se aproximava. 

Do aeroporto, seguiu em busca de um hotel barato. Acomodou-se sem pressa. Porém, no mesmo dia, saiu iniciand…

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Leite materno

Por:  Antonio Mata

A noite lentamente caía. As buzinas irritantes, os sons estridentes cedem lugar a veículos solitários. Depois, umas poucas vozes. Os passos e as conversas esporádicas também vão silenciando. A rua vazia agora deu sossego.

Um celular para dar carga. Lavava a louça que ficou n…

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Os brigões

Por: Antonio Mata

Até nas contradições e nos momentos de conflito, aquilo que parecia ser a lógica do mundo varrido e tão comum traz situações diferentes. Já que vive acontecendo em todo lugar, às vezes abre espaço para o imprevisto, o burlesco e até o engraçado. 

No calor de meio-dia. O cruza…

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Espírito de porco

Por: Antonio Mata.

A mesa posta junto ao pequeno jardim já aguardava as visitantes habituais para os encontros de fim de tarde. Já de uma certa idade e todas domésticas, com exceção de dona Etelvina, que havia deixado o trabalho assalariado.

Isto, por conta de uma antiga alergia nas mãos que a…

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