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terra de espíritos

histórias, crônicas e contos

A Festa dos Bonecos

Por: Antonio Mata.

Noite fria de meio de ano. Já era noite quando trabalhadores retornando para suas casas, sonolentos, cansados da viagem, de pé, no ônibus abarrotado. A conhecida e já cantada vida de gado.

Muitos ainda caminhariam mais de trezentos metros, para além das estatísticas dos pres…

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O Rato Pobre e o Rato mais Pobre

Por: Antonio Mata:

Já se passaram 2600 anos. A vida que se fez e que se faz em um mundo material com as suas contradições e os seus muitos retratos.  Um ex-escravo, um contista, questionava e criticava as relações sociais do seu tempo de uma forma tão efetiva que, dando voz aos bichos que apareci…

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Últimos Dias a Bordo

Por: Antonio Mata.

Houve geada durante a noite. Logo ao amanhecer começou uma chuva fria que manteve a todos dentro de suas casas. No aeroporto local não se via vivalma, com os aviões recolhidos aos hangares ou amarrados, tendo em vista a possibilidade de ventos fortes. Época de tempo ruim e de p…

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Telhado de Vidro

Por: Antonio Mata.

Não foi uma nem duas vezes que médiuns da Terra foram conduzidos à dimensão espiritual para saber de eventuais esclarecimentos. Houve ainda um comentário de Chico Xavier, com relação a uma moratória que se cumpriu em 2019, quando dizia que muitas melhorias chegariam a Terra. No…

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Franklin e suas mulheres

Por: Antonio Mata.

Alguém teve a ideia de fazer blocos de apartamentos de dois ou três andares em terrenos pequenos, onde se costumava construir casas individuais. Pelo visto deu certo e a rua daquele bairro, pouco distante da praia, começou a receber uma série de apartamentos.

Isto foi lá por…

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Passa o Café

Por: Antonio Mata

Às vezes as pessoas esquecem do seu passado recente e junto vão também as suas noções de valor. Com coisas que ocorrem dentro de casa ou mesmo no quintal. Lá fora, ao longo dos anos, o quintal fica sob o risco de virar depósito de muita tralha e o lixo. Com o lixo e entulho, os …

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Visitante Desconhecido

Por: Antonio Mata.

Na rua cheia de casas iguais, enfileiradas e pintadas de branco. Sem nenhum movimento e reforçado por conta do sol a pino. Mesmo aquelas casas sendo numeradas, alguém que não as conhecesse, ainda seria capaz de fazer muita confusão. 

A fumaça enegrecida emergia muito lentame…

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O Cachorro da Casa do Vizinho

Por: Antonio Mata.

Gostava e guardei na memória. Se havia algo que vi crescer foi aquela ali na esquina, uns dois quarteirões depois de casa. Lá atrás, quando estavam surgindo as primeiras casas comerciais o Augusto achou de fazer uma pequena padaria. Só não pensei que eu mesmo terminaria daquele…

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A Luz, o Breu e o Sonho

Por: Antonio Mata.

Acabou por entreter-se observando um cupinzeiro. Teria pelo menos um metro e vinte, e era um dos menores. Não longe dali, na beira da estrada de terra batida dava para ver outros de uns dois metros ou mais. Por isso chamavam o trecho de curva dos cupins.

Mas não era o tamanh…

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O navegador

Por: Antonio Mata.

Do alto das árvores podia ver os barcos passando, até simples canoas. Uma e outra motorizada e as mais simples impulsionadas por remo. Se recostava em um galho e viajava naquelas embarcações, dali para bem mais além.

Nunca pudera se dirigir ao outro lado do rio, pelo menos u…

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A vila dos lobos

Por: AntonioMata.

Não prestava mais atenção em coisa alguma, não fosse por tropeçar e acabar atirado ao chão. A correria desabalada terminou sem nada obter. Se era uma fuga, fatalmente seria alcançado. 

Na escuridão, não conseguia concatenar as ideias e entender o que estava acontecendo. Só co…

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Recomeçar

Por: Antonio Mata.

O ar era puro e limpo. Nada de certas concentrações de fuligem, poeira e metais pesados. Respirável a plenos pulmões. Pássaros sobrevoavam o lugar, planando preguiçosamente e atentos ao ar ascendente a lhes suspender mais ainda.

Lá embaixo podiam vislumbrar a floresta viva, …

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Katjuk e o urso branco

Por: Antonio Mata.

As águas gélidas permitiam caminhos, passagens congeladas, até chegar em vastas planície tomada de gelo. Caçava focas, sempre atento aos ursos brancos, que não se escondiam. Não eram animais de tocaia, mas era preciso avistá-los logo, à distância, só por segurança. Já que em me…

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Nuvens sobre a terra

Por: Antonio Mata.

Enorme, seca e invisível mancha circulava e ainda circula. Sofre diluição, um espalhamento tão invisível quanto atuante. Os segredos e as singularidades do céu, assim mantidos, fora das vistas dos homens por muito tempo. 

Certo punhado de poeira e areia agitavam-se no desert…

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Fenecer

Por: Antonio da Mata.

As coisas de todos os dias, ao longo da vida. Uma sequência de pequenas ações nas quais muito pouco se pensa ou valoriza. Como sempre esteve presente, apenas se utiliza daquilo que é corriqueiro. Até que o corpo, cansado daquele ostracismo onde precisou viver, decide reclama…

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