Por: Antonio Mata.
O encontro modesto na varanda. Uma inspiração de milênios que resiste e não envelhece. Aquela condição que é de cada um também se mantém, resiste e se aprimora. Fruto do trabalho e do esforço contínuo.
A predisposição do organismo humano desde o nascimento, aliado a experiência e o conhecimento adquirido entre as pedras do caminho, sempre inevitáveis.
Sensitivo, médium, profeta, mudam o nome, mas sempre se faz presente. Estilo, sentimento e aceitação pessoal dos seus companheiros invisíveis aos demais.
Achou de relaxar um pouco. Fechou os olhos e deixou-se espreguiçar sobre a cadeira de balanço. Manhã clara, de ar fresco à sombra. Porém, não se sentia à vontade. Como se faltasse algo que não conseguia entender.
Desistiu, então sentou-se e aguardou. Aquilo começou gradativamente da luz do sol que se transformava, no céu sem nuvens que envolvia a manhã.
Suavemente uma tonalidade de belíssimo azul foi alterando a cor do ambiente. Agora o azul era claro enquanto substituía a luz natural. Formas se apresentavam aos poucos e discretamente se aproximavam. Trajavam vestes claras em tons pastéis.
Com semblante tranquilo fizeram um semicírculo junto ao lugar. Então, estava pronto, o estudo, o culto, a novena já podiam começar. O simples fato de se combinar, acertar o encontro e desejar estar juntos já os atrai.
Sutilmente vão participar do breve encontro. Intuir, inspirar, esclarecer e orientar abrindo as mentes. Enquanto enchem o ambiente de luz. Vibram intensamente e extrapolam os limites da varanda, da casa, da rua e do entorno. Envolver em luz.
Mais uma vez, atestaram-se as palavras que não se perdem, nem se perderão no tempo.
Quando dois ou mais estiverem reunidos em meu nome, aí estarei. Mateus, 18:20.