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                                                                                                                           Imagem: JoeBamz por Pixabay

Por: Antonio Mata

Um povo, um tipo de gente que tivesse de acolher, não as concepções de grandeza do mundo, mas o ideal de grandeza contido em apenas dois mandamentos, não poderia ser entregue às lutas insanas.

Episódios tão marcantes da história dos homens, pela hegemonia e pela busca do poder a todo custo. Mesmo pela subjugação e destruição de outros povos. Pela criação de mentes subordinadas.

Possível somente mantendo-o esquecido. Mesmo sendo enganado pelos seus próprios pares, traidores infelizes de suas próprias almas. Ano após ano, governo após governo. Mesmo submetido a ataques os mais diversos, deste e principalmente, do outro lado das trevas da vida.

Destruir e dissolver o ideal no lamaçal reinante. Acabar com o sentimento que emanava quando da sua constituição. Este povo já nasceu filho da esperança, substrato da falência moral de um velho mundo.

Ainda que muito distante das concepções pueris de paraíso na Terra, algo que nunca foi e nem haveria como. Entretanto, as bases, o começo, o potencial necessário, fosse material, fosse espiritual, para permitir seu nascimento, estavam todos reunidos ali.

Para tal viveria esquecido, à margem dos conquistadores, afastado dos principais eixos de interesses do globo, tanto quanto fosse possível, até o momento da sua inserção no cenário dos povos do mundo.

Não importava se, ingenuamente, até se divertisse em bebedeiras e atitudes inconsequentes, ao som de marchinhas de carnaval. Se “o teu cabelo não nega mulata...”, o comportamento dos demais também não negava. Já que a cor e forma era o que menos interessava. Eram inegáveis a imaturidade e os horizontes curtos, até demais.

Pois que fosse mantido assim, a ponto de ser equiparado a vira-latas. Desde que fosse esquecido e tivesse tempo para aprender a reconhecer a si, isto era o que de fato importava.

A sua inserção. Isto, sim, seria o suficiente. Mais que bastaria para fomentar oposições e contestações expressas em supostas políticas internacionais no seio das nações. Tentativas cínicas de esconder o real propósito. O exercício da ganância, da usurpação. A constituição de mais um povo servil.

Fundamental amadurecer e poder então, acolher e compreender suas melhores características. Sustentá-las diante das tribulações e ataques, aparentemente infindáveis. Compreender que ainda se encontra misturado, pois joio e trigo prosseguem todos juntos. Daí a confusão, a perturbação, e o clima de balbúrdia. Todavia, todos os prazos e todas as ações definidas pelo Espírito de Verdade, a verdadeira liderança, haveriam de se cumprir.

A terra, extensa demais, bela demais, pujante demais, rica demais. Horizonte infindável da Graça. Ainda não sabiam cuidar dela, sem saberem cuidar de si próprios.

Pois bem, é o momento do resgate das inflexões cármicas deste mesmo povo. O tempo, a chance e a necessidade chegaram.

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