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Desmobilização

                    

                                                   Foto: publicdomain.net

Por: Antonio Mata 

Já era noite. As ruas vêm sossegado o seu movimento. Nos lares, tv e redes sociais ocupam as mentes. Contudo, gente comum pelo mundo afora, pessoas que nunca se viram antes, se recolhem ao silêncio para oferecer mais que palavras.

Sentimentos de fé e esperança sobem ao alto. Matéria mental de superior qualidade se apresenta em um mundo muito pouco atento a tais necessidades. São pedidos, súplicas, agradecimentos, conversas íntimas, ou um simples e silencioso louvor.

A amálgama vibracional assim gerada se superpõe ao negrume habitual do planeta, fruto de pensamentos e sentimentos funestos provocados e difundidos em profusão.

Não permanece solto, à conta de coisa sem valor. É recolhido e tratado como preciosidade. Nem os mais belos diamantes da Terra lhe fazem frente. Emergindo em meio ao completo negrume, amparado e recebido por mãos capazes, vão desarmar, desestimular, impedir ações e decisões que, de outra forma, significariam maior devastação e o predomínio da violência e da guerra inúteis. Isto, até o cadinho esvaziar. É assim, ele esvazia.

Deixar de fazer ou anular a mobilização. Fazer cessar o poder de combate ou ação. Tal é a capacidade do trabalho de desmobilização de mentes enfermiças sobre a Terra.

O invisível e silencioso exército avança sem se deter ante às tragédias do mundo. Não fosse por sua ação e presença, o dano seria incomparavelmente maior. Apenas sustentam a manutenção da paz e da verdade, comumente sem o saber.

A atuação e a penetração dos pequenos grupos de oração, ou ainda da oração individual, ainda não é suficientemente compreendida. Identificados como exercício religioso, são acessíveis a pobres e ricos. Movimentando vibrações em favor de causas devotadas ao bem, sua ação se estende atingindo pontos e situações desconhecidas do próprio ofertante, do próprio orante.

Sendo assim, em um tempo e em um mundo de conflito, ore.

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