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Os gladiadores

                                                            

                                                                                                                     Foto: Magdalena Adrover Gaya por Pixabay

Por: Antonio Mata

Cenários do dia

Sentado, observa corpos sendo retirados da arena um após o outro. Não diz palavra, nem expressa nenhum sentimento, apenas aguarda o andamento dos combates.

Um veterano, um sobrevivente. Já sabia que naquele dia de sucessivos assassinatos, impulsionados pelas apostas e pelos urros da multidão, logo chegaria a sua vez. O combate mais esperado, o mais valioso, e o mais perigoso. Lá fora a areia é espalhada de modo a tapar as poças de sangue, deixando o terreno pronto para o próximo combate.

A turba se acomoda e assossega em seus lugares, à espera do novo enfrentamento. Petiscos e vinho barato são vendidos aos mais entusiasmados com o encontro grandioso e especial, tal e qual uma grande festa, assim pensam. Enquanto isso, lutadores individuais e em duplas de combate são preparados para dar continuidade ao evento.

Palco da dissolução, desumanidade e corrupção humanas, o Coliseu, a maior estrutura para os eventos mortais, tão ao gosto da sociedade romana, era a expressão máxima dessa forma hedionda de se conceber a vida.

As bolsas repletas de moedas mudam de mãos, aumentando o valor dos combates e da matança. Anunciado à exaustão, o encontro brutal atraiu milhares de pessoas que superlotavam o ambiente. O séquito imperial, presente ao evento, fazia aumentar ainda mais as apostas. Apostadores, esnobes, escroques e agiotas estavam todos à postos. Era dia de se fazer fortunas, e dia de se conduzir à ruína também.

Três dezenas de gladiadores já haviam sido mutilados, e em seguida mortos, desde o início daquele dia de espetáculos. Novos gladiadores armados com espadas curtas, o gládio, com lanças e tridentes logo se apresentariam na arena, para a alegria e o prazer mórbido dos presentes.

Os apostadores esfregam as mãos, ávidos por mais apostas, enquanto novas bolsas de moedas são providenciadas. Na ausência destas tudo serve, propriedades, terras, casas, escravos, animais, e o que mais houvesse de se apostar. Os agiotas exibem seu sorriso cínico a todos aqueles que queiram, ou necessitem de seus “favores”. É a vida humana banalizada ao extremo. É o total desprezo pela existência de seres humanos.

No subsolo, Gael permanece compenetrado e meio ausente do que se passa ao redor. Escolhera o gládio, a espada curta, além do elmo e do escudo. Com esta equipagem se especializara para os encontros mortais da arena. O corpo cheio de cicatrizes e o semblante pesado e frio, falavam da animalização ali vivenciada, combate após combate. A sobrevivência era assegurada matando. Havia obtido notoriedade e a fama feita de sangue, típica dos gladiadores, naquela sociedade.

Ante sua entrada na arena, a turba gritava Gael, Gael! Comemoravam as dezenas de homens mortos por Gael na arena. Uma vinculação pobre, pois Gael ainda era um escravo, propriedade do dono da escola de gladiadores; e uma motivação tão cínica quanto covarde, pois o gladiador foi feito para matar, e se não o fizer, será queimado, ou ainda crucificado.

A face silenciosa do lutador ainda guardava um rasgo de sonho, quem sabe, o fio de uma ilusão. Uma chance possibilidade da liberdade, depois de render muito dinheiro, e matar muito para enriquecer seu proprietário. A luta de gladiadores na arena, havia se transformado, acima de tudo, em um rico negócio. Não era à toa que atraía tanta gente de posses, e tantos oportunistas.

 

Lembranças e realidade

Crescera na ilha de Chipre, no mar Mediterrâneo, onde seus antepassados aqueus, séculos antes, haviam colonizado a ilha, trazendo a cultura grega para o lugar. Seus avós assistiram a chegada e a anexação da ilha ao império romano. Assistiu ele próprio, o empobrecimento daqueles considerados dissidentes, o confisco de terras e bens, e finalmente a escravização. Gael foi vendido para trabalhar em uma pedreira, onde foi localizado três anos depois, e escolhido por Beoto, um instrutor de gladiadores, impressionado com sua  compleição física. Isto resume a penúria e a vida de Gael.

Encerrada a fase de lutas preliminares, era chegado o momento mais esperado do dia. O confronto entre Gael e Hector. O cipriota podia ser forte, mas Hector era um germânico grandalhão, com mais de 4,5 cubitus (mais de dois metros de altura). Aquele gigante ruivo se especializara no tridente e no uso da rede para imobilizar e matar seu oponente. O balanço de armas da arena estava pronto para tingir a terra com sangue, mais uma vez.

Os dois contendores adentram o centro da arena. A multidão vai ao delírio entre as preferências por um e outro gladiador. Gael é forte e bem protegido por um elmo e armadura no peito, braços e ombros. O gládio e o escudo completam seu equipamento. Já Hector é mais alto e mais ágil com o tridente, a rede e proteção para as pernas e braços, tirando proveito de seu equipamento mais leve e da possibilidade do combate à distância. Gael precisava se aproximar para estocar o germânico, o que o colocava à mercê da rede.

Não há como se adiantar o resultado daquele sinistro encontro. São dois matadores acostumados a vencer. Tudo o que se sabe, é que naquela tarde um dos dois sairá arrastado por escravos. Conduzirão um corpo inerte, dilacerado e sem vida. Somas vultosas estão firmemente apostadas e negociadas, escravos e propriedades oferecidos em garantia. A riqueza, neutra diante da barbárie, está prestes a mudar de mãos.

Os apostadores simplesmente não conseguem uma referência segura que possa ajudá-los em um palpite um pouco mais certeiro. Os mais desavisados e idiotizados, incentivados por toda sorte de escroques, estão a um passo da ruína. Aqueles mais precavidos e endinheirados apostam nos dois. Afinal, o que importa é a festa, é o banho de sangue. É o sorriso amarelo e fácil que aquela insanidade promove.

Se aproximam do palanque imperial, e fazem a saudação do gladiador. Ave Caesar, morituri te salutant, repetida por dezenas de homens naquele dia. Antes do combate, se afastam e tomam posição para o início do enfrentamento. Houve-se um breve sinal e a luta deve começar. Inicia-se um lento movimento em semicírculo, onde os contendores se estudam mutuamente.

Hector sabia que deveria evitar a força dos golpes do cipriota pelo maior tempo possível. O arremesso do escudo contra o pescoço ou a cabeça, era tão perigoso quanto os golpes de gládio. Seria preciso cansá-lo, antes de enredá-lo e atacar com o tridente. Gael já conhece a tática e compreende o risco daquela tarde. Não era a primeira vez que se via diante deste conjunto de armas. Mas a presença de Hector, trazia algo de incomum e perigosamente mortal. Era simplesmente o melhor arremessador, fosse com a rede, fosse com o tridente.

A fase da caminhada em semicírculo e de reconhecimento passa rapidamente. Hector abre bem os olhos azuis, levantando a rede e o tridente. É esquivar-se com agilidade, golpear à distância e cansá-lo, até poder decidir a luta. O cansaço do oponente é uma arma a seu favor. Presta bem atenção e aguarda a primeira arremetida do grego cipriota.

Mas, esta não veio.

Desconfiado como um gato, Hector buscou interpretar aquela situação nova, ocorrendo bem na sua frente. Um ardil, uma armadilha, o grego estaria tentando surpreendê-lo?

O que o germânico observou, o confundiu e inspirou tanto cuidado quanto dúvida. O maldito cipriota estava estático, com os braços abaixados, tanto o escudo como o gládio apontados para o chão, completamente parado. O silêncio do ruivo e do cipriota, se confundem com o silêncio do público. Uns aguardavam o desfecho fulminante, com o ruivo sendo massacrado furtivamente por Gael. Outros esperavam Hector iniciar o massacre.

Mas, o massacre não veio.

 

Uma difícil decisão

Gael, o grego cipriota, temido gladiador vencedor de dezenas de lutas, parecia idiotizado, abestado. Em silêncio, braços abaixados, o homem desligado da luta, deixa cair a espada e o escudo. Bastaria uma estocada com o tridente e Gael estaria morto. Mas, se Hector fizesse isto, matar o infeliz cipriota sem luta, decepcionaria tanto o Coliseu superlotado, que o próximo a ser incinerado, retalhado ou ainda crucificado vivo, acabaria sendo ele mesmo.

Confuso, Hector olhava para os dirigentes da luta sem saber o que fazer, como quem aguarda instruções para um novo script. O que ele havia tão dedicadamente ensaiado, já não servia mais. Alguém tinha que dar uma ordem.

Foi do palanque imperial que a ordem chegou.

— Queimem este covarde infeliz! Queimem este cão! Queimem já, queimem o desgraçado agora, agora!

Ante às ordens recebidas, a turba que até então estava silenciosa,  de pé, com os polegares virados para baixo e aos gritos, se colocou a repetir a sentença contra Gael, “Queimem o covarde, queimem o covarde!”. O homem foi preso por guardas pretorianos que lhe retiraram a armadura.

Seminu, o grego foi conduzido a uma estaca, dentro da arena, onde escravos colocavam galhos, folhagem seca e entornaram breu, para o pronto e fiel atendimento da ordem recebida.

O dia era belo e claro. Céu de azul anil, emoldurando as poucas nuvens de bom tempo, com pássaros cruzando os ares aqui e ali. Nem o céu, nem as nuvens, nem os pássaros, tinham alguma ligação com a malta de criminosos lá embaixo.

Amarrado na estaca, instintivamente olhando para o céu belíssimo, o cipriota, grande vencedor de dezenas de gladiadores estava condenado a deixar este mundo de mentiras, de forma atroz e cruel.

A cara dos apostadores mais idiotas, nem mudou. Nunca tinham visto nada daquilo antes, e mesmo que eles próprios, fossem amarrados nas estacas para serem queimados vivos, morreriam sem saber por que, do mesmo jeito.

Já a cara dos escroques e agiotas, era de dar dó. Acostumados a exibir o sorriso amarelo e cínico, de gatunos que sempre foram, não compreendiam por que razão os deuses tinham sido tão cruéis com eles. A ponto de não permitir que limpassem um só daqueles otários, naquela última peleja, onde os otários só faltavam chorar, pedindo para serem enganados. Tiveram que guardar as suas cartas de propriedade falsificadas, e lamentavelmente, esperar por outro espetáculo mais rentável.

 

A ilha distante

Gael, enquanto aguardava a luta, sentado no banco, no corredor de acesso à arena, revendo na memória, cenas de um passado já distante, o gladiador lembrou-se de sua ilha e de sua gente. Lembrou-se ainda da formação moral e religiosa recebida de seu pai. Então ouvira falar de um novo mundo que estaria por vir. Que o céu não se conquistava pelo uso da força. A família de Gael contava entre os primeiros cristãos.

 

Nicolas, pai de Gael, era comerciante em Chipre. Enganado por romanos interessados em seus bens, Nicolas acabou preso, junto com sua família e acusado de traição, em um dos incontáveis episódios localizados, onde os cristãos eram responsabilizados pelo que faziam e pelo que não faziam.

Dafne, sua mulher, assim como os dois filhos mais jovens, foram deixados na miséria. Nicolas e Gael, o filho mais velho, foram reduzidos à escravidão. Dafne viria a ser amparada por irmãos cristãos que a levaram, com os dois filhos menores para local seguro.

O jovem Gael, já acorrentado e reunido a outros igualmente escravizados, vê se aproximar do pobre cortejo, um homem de idade avançada, que o reconhece e lhe diz:

— Sou um velho amigo de seu pai. Aconteça o que acontecer, tenha fé, Deus estará contigo. Não se permita abalar. O céu é real, e existe. Morrer não é o fim.

O velho amigo de seu pai podia tudo, menos ajudá-lo, pensava o rapaz. Desiludido, Gael tomou aquele homem por mais um tolo, incapaz de enxergar as correntes que lhe ofereciam sua nova e miserável identidade, escravo. Gael esqueceu o velho e toda aquela história.

O velho era Paulo de Tarso, que partira para o outro lado da vida, dez anos antes. No centro do império romano, respeitado e querido por cristãos e não cristãos, foi assassinado por aqueles que o consideravam perigoso. Ao saber do sofrimento trazido à família de Nicolas, um dos primeiros convertidos de Chipre à nova fé, apareceu junto do amigo e depois a Gael, submetidos que estavam ao cativeiro.

Fídio, outro cristão, era escravo de serviço na escola de gladiadores, quando Gael lá chegou para aprender a lutar e matar, para oferecer lucros a seu novo senhor, Beoto, proprietário da escola. Foi o escravo Fídio que apresentou a Gael o peixe talhado em madeira, símbolo dos primeiros cristãos. Mais que isto, reacendeu em Gael a chama adormecida. Fídio foi degolado diante dos gladiadores por promover a nova fé dentro da escola de gladiadores. Deveriam aprender a matar, não a orar, dizia Beoto.

No Coliseu, foi o cansaço físico e psíquico provocado pela onda de matanças na arena, dezenas de vezes, que fez Gael recuperar aquelas lembranças e rever tais  palavras, ditas há tempos. O homem que a ele se dirigiu naquele dia fatídico do acorrentamento, Paulo de Tarso, lhe deixou uma mensagem de fé, apoiada em outras tantas lições que recebera de seu pai, e depois sustentada por Fídio.

Finalmente, o corajoso gladiador enxergou a Divina Luz. Subtraído da escuridão da ignorância, da selvageria e do obscurantismo de um mundo sem Deus,  compreendeu que havia como escapar à animalização do homem. Já não estava mais sozinho, morrer não é o fim.

Na arena, diante do inimigo, naquele momento crítico de sua existência,  inspirado por Nicolas, Paulo e depois por Fídio, Gael reagiu ao sistema de lutas forçadas e se deixou abandonar às palavras e ideias dos varões, igualmente corajosos, que Deus colocara em seu caminho.

Bastava lembrar do pai, que imediatamente lembrava de Paulo, e então lembrava de Fídio. Aqueles homens comuns, agora eram seus heróis. Então, os ouvia falar de um certo carpinteiro da Judéia, de nome Jesus. Sentimentos desconhecidos e inesperados brotavam do peito de Gael. O gladiador cipriota decide abandonar a luta e a matança.

Chamado a adentrar a arena para o início de mais um combate, estes eram os sentimentos que habitavam consigo, não mais o desejo de vencer, e de matar. Em dado momento abandona a concentração no combate, prestes a iniciar. Deixa o gládio cair ao chão, e depois o seu escudo. Não há medo, nenhuma covardia, nenhum resquício de hesitação. O novo convertido, em pleno Coliseu repleto de mentes doentias, está silenciosamente em paz.

Ante à ordem recebida, os guardas o imobilizam. É então amarrado à estaca. Logo em seguida é ateado fogo. Em poucos minutos o fogo envolve o corpo do gladiador que outrora excitava a multidão, e que agora exultava com a sua morte. O espetáculo macabro logo terminou. Gael, o grego cipriota estava morto.

 

A vida nova

Quando a chama começava a envolver o gladiador, Gael foi desligado de seu corpo material, e socorrido por espíritos amigos que acompanhavam todo o seu desenlace da matéria. Liderando a comitiva socorrista estava Paulo, e com ele estavam Nicolas e Fídio. Gael adormeceu e permaneceu assim por longo tempo, até poder se recuperar de seu retorno à espiritualidade sob situação tão dura e difícil.

Ainda não é o Céu, mas Nicolas, Gael e Fídio, participarão ativamente da história cristã sobre a Terra, retornando diversas vezes à vida na matéria, em tantas outras provações e realizações, na reconstrução do homem, sob a égide do Mestre Galileu.

O que se sabe no momento, é que os três trabalhadores, experimentados na lida cristã, e em famílias distintas, retornaram à dimensão física da vida por solicitação própria. Agora estão entre nós para a anexação da Terra ao Reino. O Céu estará entre os brandos e pacíficos e estes estarão no Reino. Fechar-se-á o círculo, e o mundo de expiações e provas chegará ao seu final.

Em breve, fará apenas parte das histórias contadas pelos pais, aos mais novos, de um tempo de sofrimento, ignorância, selvageria e dor. Quando os homens não sabiam o que faziam, e que por isso se maltratavam mutuamente.

Submetidas a um novo tempo, e a uma nova vida, de gentileza, beleza, espiritualização e paz, as crianças e os jovens não compreenderão como isso tudo pôde acontecer. Porém, os já avós Nicolas, Gael e Fídio, juntos a outros tantos avós, estarão lá para lhes contar que Deus cria seus filhos para a autonomia e grandeza d’alma, e não para a escravidão do corpo e das mentes.

 

Cronologia de Paulo, Nicolas, Gael e Fídio.

Ano 44/45 d.C.

Saulo de Tarso chega à ilha de Chipre na companhia de Barnabé e Marcos. Lá, entre outros, converte Nicolas, próspero comerciante cipriota, de origem grega. Nicolas viria a ser pai de Gael.

Ano 58 d.C.

Os romanos anexam Chipre ao império. A população é submetida às leis romanas.

Ano 62 d.C.

Nasce o menino Gael, primeiro filho de Nicolas.

Ano 67 d.C.

Morre Paulo de Tarso, assassinado em Roma.

Ano 77 d.C.

A família de Gael, então com 15 anos, é despojada de seus bens. Nicolas e Gael são conduzidos à escravidão, sob a acusação falsa de traição à Roma.

Gael é levado para a ilha da  Sicília onde é vendido, e se torna escravo doméstico. Letrado e inteligente, aos 17 anos se estabelece como escravo de confiança, cuidando da administração dos bens de Aristarco, dono de terras e seu senhor.

Ano 90 d.C.

Com a morte de Aristarco, que havia se tornado seu protetor, Gael, aos 27 anos, é envolvido em uma tramoia, pelos filhos de Aristarco, onde é acusado de roubar seu senhor. Gael é preso e torturado para confessar um crime que não cometeu. Finalmente é vendido, sendo conduzido a ferros para a capital do império.

Ano 91 d.C.

Beoto, proprietário de uma escola de gladiadores, apesar do estado deplorável de Gael, se interessa pelo escravo, e vê nele um futuro gladiador. Gael é vendido mais uma vez. Tratado e alimentado, lá conhece Fídio, um escravo cristão.

Ano 92 d.C.

Gael depois de uma fase de treinamento e lutas em arenas menores, pela primeira vez ingressa no Coliseu.

Ano 93 d.C.

Denunciado por outro escravo da escola de gladiadores, neste mesmo ano, Fídio é degolado em público, cumprindo ordens de Beoto, por, na sua opinião, incitar os escravos à covardia.

Ano 94 d.C.

Gael é queimado vivo por se recusar a lutar. Já do outro lado da vida, é recebido e amparado por trabalhadores do Cristo, liderados por Paulo.  Nicolas, seu pai, e Fídio estavam com eles.

Ano 2002 d.C.

Nicolas, Gael e Fídio, em famílias distintas, retornaram à dimensão física da vida, na condição de missionários do Cristo. Jesus, como sempre fez, seguia na frente alocando seus prepostos.

 

FIM

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